Iniciando uma Rebelião #52 – s04e10-11 – Jedi Night & DUME

Star Wars Rebels voltou com dois episódios e, se você não quer chorar, esse não é seu artigo!

Lembrando sempre que este review assume que você já viu o episódio ou que não se importa de ler spoilers.

Clique aqui para os episódios anteriores.

Nota  do M’Y – Jedi Night: 9.5 (0 até 10)

Nota  do M’Y – Dume: 9.0 (0 até 10)

Trilha Sonora – Jedi Night: Kanan and the Fire (link)

Curiosidades – Jedi Night:

  1. O título original do episódio era “Ascension: Part One”, ou, em tradução livre, “Ascensão: Parte Um”.
  2. O datapad da Governadora Pryce eufemisticamente chama o equipamento de tortura de “aparato de extração de informação” e ela fica apertando seguidamente o botão “acionar”.
  3. O equipamento é uma versão aprimorada do usado para o interrogamento de Kanan por Tarkin na primeira temporada.
  4. Os loth-bats (loth-morcegos) apareceram pela primeira vez no livro “Battle to the End”, três anos atrás. Eles foram vistos pela primeira vez nessa temporada no episódio 6.
  5. Foi a destruição do ecossistema de Lothal que empurrou os loth-morcegos para as cidades. Assim, a má administração imperial do planeta deu a abertura para os rebeldes se aproveitarem.
  6. A menção de Tarkin ao programa Stardust de Orson Krennic é uma referência à Estrela da Morte, que está próxima de acabar o seu desenvolvimento. Seu ceticismo é parte de sua mentalidade política. Ele só toma responsabilidade pelo projeto quando a vê funcionando em Rogue One. Do contrário, mantém distância com cuidado.

O Episódio – Jedi Night: O episódio abre com Kanan Jarrus meditando em Lothal sobre tudo o que aconteceu. Um loth-wolf branco rindo observa Kanan meditando na grama. Quando Ezra se aproxima, Kanan diz a seu Padawan que ele deve assumir a liderança para recuperar Hera, explicando que seus sentimentos por Hera podem complicar a missão. Esse é talvez o momento que você para e pensa “f****”, pois é aqui que Kanan faz o que quase nunca vimos nenhum Jedi fazer: se afastar da missão e colocar alguém que não esteja tão sentimentalmente envolvido para liderar.

Enquanto isso, no complexo imperial na capital, a governadora Arihnda Pryce supervisiona a tortura de Hera Syndulla, e quando o Grande Almirante Thrawn entra e pergunta se ela revelou a localização da Frota Rebelde, Pryce responde que ela ainda não começou a fazer perguntas. Dá pra ver o quanto Pryce está se divertindo com a tortura de alguém que está atrapalhando o governo dela.

Thrawn mostra o Kalikori da família Syndulla. Thrawn diz a Hera que ele está interessado no significado mais profundo das coisas que ele coleciona e deduz que as formas no Kalikori representam indivíduos importantes para ela. Ele percebe que um dos projetos se refere a um falecido amado, um irmão que morreu jovem. Se você ficou se perguntando, não, esse irmão nunca apareceu ou foi mencionado antes. E como Hera responde que Thrawn não é digno de segurá-lo, podemos apenas deduzir que o chiss estava correto. Thrawn responde que o legado do Kalikori termina com ela e que será apreciado pelo seu novo dono. Ele deixa o governador Pryce, que não tem apreciação da arte, para torturar Hera.

Ezra está meditando no topo da sua antiga moradia e sente que Hera está no escritório da governadora Pryce. Sabine acrescenta que o escritório de Pryce ficaria no nível 157, bloco D – afinal, a Sabine ter feito uns meses de treinamento na academia deu a ela todo o conhecimento de todas as plantas imperiais. Zeb pergunta como eles passarão por todas as patrulhas, torres de armas e torres de observação, ao que Ezra propõe voar em planadores. Sabine apoia a ideia de Ezra com o argumento de que o Império está equipado para combater armas e alvos sofisticados e não estará à procura de algo de baixa tecnologia como um planador – os ewoks que o digam! Zeb pensa que este plano não funcionará, mas Ezra assegura-lhes que o plano dele funcionará e que eles podem ficar disfarçados de loth-bats (morcegos-loth).

Enquanto Ezra, Sabine, Zeb e Chopper constroem os planadores-morcegos-loth, Kanan corta o cabelo – e acho que todos nós concordamos com a Hera quando ela mais tarde fala que ficou uma m**** (não com essas palavras), mas tudo bem. É um cara cego tentando cortar o próprio cabelo. Ryder Azadi e Mart Mattin apenas observam, atividade que realizaram nos últimos episódios também. ara a operação, Ezra e Sabine usam uniformes roubados de pilotos de TIE. Eles, juntamente com Kanan, se arrastam para os planadores, enquanto a Zeb e Chopper usam uma speeder bike para rebocar os planadores. Uma vez que os planadores estão no ar, Zeb diz para eles trazerem Hera de volta enquanto o lasat e Chopper observam o pôr-do-sol de Lothal.

Acima de Lothal, Grand Moff Tarkin diz a Thrawn que seu projeto TIE-Defender está em risco porque Orson Krennic tem pressionado o Império para desviar fundos para o projeto Stardust – e aí entra a sacada genial que pode fazer o TIE-Defender sumir da linha do tempo até a TC sem fazer disso uma vitória rebelde. Vale lembrar que o novo cânone Thrawn diz que o imperador prometeu que ele apoia o projeto TIE Defender. Tarkin admite que o projeto de Krennic não foi “nada além de despesas e desculpas” e informa Thrawn que ele tem uma reunião com o Imperador para discutir seu caso. Thrawn parte de Lothal imediatamente e diz ao comandante que informe a governadora Pryce de que ele está viajando para Coruscant.

Os rebeldes pousam na estrutura sem ser detectados, à exceção de Rukh. Kanan elogia Ezra por seu plano, com Ezra informando ao seu mestre que o escritório de Pryce é seis níveis abaixo. Ezra e Sabine partem para encontrar um transporte para a fuga. Antes de partir, Kanan diz para eles que a Força esteja com eles.

Com Hera não querendo revelar a localização da frota Rebelde, a governadora Pryce decide sujeitá-la a uma sonda de interrogatório injetando um soro da verdade. Enquanto Pryce refaz as suas demandas, Hera avisa que viu Kanan pendurado na janela, mas Pryce acha que Hera está delirante e resolve parar por um tempo no instante em que Rukh solicita uma audiência com a governadora. Em um dos poucos momentos leves de um episódio que ficou o tempo todo construindo o clima para o fim de Kanan, Hera diz aos stormtroopers que estão em “terríveis problemas” e fica se perguntando como Kanan entrará. Não morri de rir, mas tirou um sorriso de alguém que estava tenso de ver morrer um dos melhores mestres que Star Wars já entregou, seja em cinema, TV, livros, HQs, games, cânone ou Legends.

Kanan corta o chão debaixo de um dos soldados, fazendo com que ele caia enquanto o restante convoca reforços apenas para Kanan o atira pela janela. Depois que Kanan a liberta, os dois se abraçam e ela avisa que “odeia” o cabelo dele – nós também Hera, nós também. Kanan fala que era o melhor que podia fazer sem um espelho antes de dizer que  recuperou seu Kalikori como um presente. Em mais um ataque de sinceridade, Hera não considera o Kalikori como presente porque pertence a sua família.

Os dois escapam antes de Pryce, Rukh e vários deathtroopers entrarem no escritório de Pryce.  Em outro ponto, Sabine diz que vai pilotar o transporte de patrulha que deve perseguir Kanan. Sabine tira o piloto do transporte enquanto Ezra diz ao comandante que ele é um piloto de backup. É uma das poucas cenas que não gostei do episódio, pois conta com a idiotice de um comandante que nós sabemos que não deve ser tão idiota assim.

Rukh segue Kanan e Hera enquanto eles escalam de volta para o lugar onde entraram. Várias vezes Kanan e hera tentam expressar o amor um pelo outro, mas são atacados por Rukh. Durante a luta, Rukh derruba o sabre de luz de Kanan e aí eu pensei de novo: “f****”. A coisa piora quando deathtroopers chegam e aí eu pensei “f**** mais ainda”. No fim, os dois amantes escapam em um dos planadores.

Para um episódio que já teve meio que um “f****” a hora que Hera fala para Pryce que Kanan está atrás, outro a hora que Rukh chega no escritório, outro a hora que Rukh começa a lutar com Kanan, outro a hora que o alienígena joga o sabre de Kanan fora e outro a hora que os death troopers chegam, a hora que Jedi e general escapam pensei comigo: “já foram 5 lugares que ele podia morrer, vai ficar pro próximo episódio”. Não ficou.

Uma das asas do planador toma um tiro e  Hera consegue dirigir o planador para o depósito de combustível da cidade de Lothal. Enquanto isso, a governadora Pryce mobiliza vários AT-AT para lá. Eles sobrevivem a um pouso com Kanan brincando que este foi um dos melhores acidentes da Hera. Kanan contata Sabine por comlink e a dupla mandalorian-Jedi destrói as outras naves de patrulha.

Kanan e Hera atingem o topo do tanque central. Hera diz a Kanan que ela o ama e os dois se beijam apaixonadamente. Aí, meu amigo, foi. Sabine e Ezra chegaram em seu transporte de patrulha roubada para encontrar Kanan e Hera abraçando. Antes que eles possam sair, a governadora Pryce chega com os AT-ATs e ordena que seus pilotos disparem. Quando o piloto protesta, Pryce reitera que é uma ordem direta.

Os outros rebeldes apenas observam como Kanan usa a Força para conter a explosão. Hera corre para Kanan, mas ele usa a Força para jogá-la de volta ao transporte. Em seus últimos momentos, Kanan olha para Hera e seus olhos se tornam funcionais novamente. Kanan é então consumido por uma onda que atinge os outros tanques  no depósito de combustível imperial. Terminamos com o logo em branco e cinza após Hera, Ezra e Sabine fugirem.

Opinião do Jair Yoda – Jedi Night: Escrevo esse pedaço sem ter escrito nada antes e sem ver o seguinte. Jedi Night é o que muita gente já esperava da história de Kanan desde pelo menos a terceira temporada – e alguns desde o início. Ser mestre em Star Wars não é fácil. O meu coração veio na garganta com esse episódio, esperando isso acontecer, mas não querendo. Momento após momento Dave Filoni e seu time de roteiristas nos enganaram, achando que seria “agora” e sempre vinha uma escapatória. Na última, não deu. Pelo menos ele pode ver Hera uma última vez com seus olhos. A Força tem realmente caminhos inimagináveis. Uma nota muito importante é a maravilhosa trilha sonora de Kevin Kiner. Alguém pelo amor de Yoda dê um filme pra esse homem fazer a trilha! Após dez temporadas de TV, ninguém sabe usar John Williams e criar coisas novas no mesmo estilo como ele!

Trilha Sonora – DUME: Nobody More Than Kanan (link)

Curiosidades – DUME:

  1. O título original do episódio era “Ascension: Part Two”, ou, em tradução livre, “Ascensão: Parte Dois”.
  2. Uma iteração anterior do roteiro tem Zeb falando enquanto repetidamente soca Rukh: “Eu… já… tive… o… suficiente… de.. você!” como o Capitão James T. Kirk faz com seu oponente Klingon em Star Trek III: À Procura de Spock.
  3. Uma referência cinemática que ficou foi a cena de Rukh olhando diretamente para Zeb e Sabine através dos binóculos, como no filme Janela Indiscreta dirigido por Alfred Hitchcock em 1954.
  4. Esse episódio marca a primeira aparição de Dume, o maior dos loth-wolves (lobos-loth). Seu nome e sua marca na testa espelham o verdadeiro nome de Kanan e a marca na ombreira do Jedi.
  5. O efeito do campo de invisibilidade de Rukh é similar à matriz de disfarce holográfico da quarta temporada de The Clone Wars, sugerindo que as tecnologias possam estar ligadas.

O Episódio – DUME: Após o resgate de Hera Syndulla, a governadora Pryce e vários stormtroopers observam o fogo no depósito de combustível da capital de Lothal. Um oficial Imperial diz a ela que o veículo roubado escapou da explosão, mas assegura que as gravações de segurança mostram que o Jedi Kanan Jarrus pereceu. Quando o oficial responde que o Alto Comando Imperial logo descobrirá a perda do depósito de combustível, Pryce decide que o Império Galáctico deve realizar um desfile para comemorar a vitória sobre os rebeldes.

Ao amanhecer, Garazeb Orrelios e o Chopper estão em sua base rebelde quando Hera, Ezra e Sabine retornam. Zeb tenta perguntar o que aconteceu, mas Sabine passa por ele. Zeb vê Hera Syndulla e Ezra Bridger saírem da nave e pergunta onde está Kanan. Ezra consegue sair que ele se foi, mas Zeb não entende até que Ezra o grita no rosto dele. Os dois compartilham um abraço emocional enquanto Chopper roda até Hera, segurando a mão – numa das raras demonstrações de compaixão do dróide.

Ryder Azadi, Mart Mattin e Jai Kell estão ouvindo uma transmissão da HoloNet informando sobre o desfile e a derrota rebelde. Ryder sugere entrar em contato com o comando da aliança para reforços. Ezra conta que Yavin IV pensa que a luta em Lothal acabou porque Mon Mothma não vai comprometer mais recursos. Ryder pergunta à general Syndulla o que ela pensa, mas Hera ainda está sofrendo e não responde. Ezra diz que ela precisa de tempo para sofrer, mas Ryder responde que eles não têm tempo, e eles precisam de um plano – o que Ryder infelizmente está certo. Sabine propõe sabotar o desfile imperial na capital e Zeb oferece para se juntar a Sabine. Quando Kell pergunta o que devem fazer, Ezra se afasta em silêncio. Ryder suspira que não há nada que eles possam fazer e que acabou.

Enquanto Sabine e Zeb se afastam em speeder bikes, Ezra, perturbado, fica sentado em uma rocha e pergunta em voz alta o que ele deve fazer, pois Kanan nunca o preparou para isso. De repente, ele é abordado por um grande lobo-loth branco rosnando furiosamente. Ezra diz que não havia nada que ele pudesse fazer. O lobo é acompanhado por dois negros menores, que perseguem Ezra na grama alta. Os lobos passam e desaparecem na grama. Ezra começa a correr de volta, mas é deixado inconsciente por um dos lobos menores. É então que o lobo branco maior se aproxima de Ezra.

No Complexo Imperial, o Grande Almirante Thrawn está se comunicando com a governadora Pryce e Rukh por holograma. Ele repreende Pryce por perder a general Syndulla e ainda fazer uma parada. Pryce responde que está dando o desfile para comemorar a morte de Kanan e apresenta seu sabre-de-luz como prova, ao que Thrawn responde que o desfile não esconde o fato de que ela destruiu todo o seu abastecimento de combustível em Lothal. Assim, ao derrotar Kanan, Pryce ajudou os rebeldes a comprometerem o projeto TIE-Defender e, por isso, Thrawn avisa que vai lidar com Pryce quando voltar. Com o líder rebelde morto, Thrawn prevê que os rebeldes atacarão imprudentemente e envia Rukh para eliminá-los.

Hera olha uma arte antiga nas paredes enquanto se pergunta por que não contou mais cedo a Kanan que o amava e lamenta que ela pensasse que haveria mais tempo – todos nós cometemos esse erro em algum momento, Hera, todos nós. Ela senta-se contra a parede ao lado da máscara de Guarda do Templo Jedi de Kanan. Chopper vem e tenta consolá-la, mas ela fala que ele não entende. Ela lamenta que, se ela tivesse ouvido Kanan, ele ainda estaria vivo, lembrando que Kanan havia dito que a guerra era um erro. Ela diz que foi culpa dela e que ela era a pessoa verdadeiramente cega. Chopper muda o assunto ao apontar que Hera tem o Kalikori de volta e ela se lembra de como Kanan a encontrou no meio de tudo. Chopper indica a Hera que ninguém merece a honra mais do que Kanan de ser admitido na árvore genealógica da Hera. Hera concorda e abraça seu amigo robótico.

Perto da cidade, Zeb e Sabine se revezam para ver nos binóculos que o desfile começou, e como há muito mais pessoas, significa que o Império cresceu. Sabine lamenta que há poucos deles para derrotar o Império, mas Zeb ressalta que as fábricas imperiais não estão soltando a fumaça, indicando que o Império parou a produção.

Na rodovia, Zeb e Sabine sabotam uma speeder bike para se conectarem à rede imperial em Lothal. Sabine descobre que a fábrica de TIE Defenders sofreu sérios danos quando o depósito de combustível explodiu. Sabine percebe que Kanan não só salvou suas vidas, mas também completou sua missão original. Quando Zeb pergunta por que o Império está comemorando, Sabine percebe que o governador Pryce quer encobrir o fato de que os rebeldes os feriram. Pouco depois, Sabine e Zeb observam a explosão da bike de longe apenas para descobrir a presença de Rukh.

Enquanto isso, um Ezra perdido tenta escolher em que direção ele deve ir.  Mais tarde, Ezra encontra-se cercado por uma série de lobos-loth. O líder diz a Ezra que ele é Dume, que era o nome de nascimento de Kanan. Dave Filoni, produtor da série, falou ao SyFy.com sobre essa questão:

A única coisa que eu sugeriria sobre isso, e eu estou imaginando [que o entrevistador se refira a] fantasmas da Força, é que eu aprendi com George que ser um fantasma da Força não é tão fácil quanto você morrer e então você reaparece. Na verdade, existe uma filosofia e uma metodologia inteira em torno do qual entramos em The Clone Wars com Yoda e Qui-Gon e como os Jedi na era das prequels não acreditam que você possa manter sua própria consciência individual após a morte. Eles acreditam que você é parte da força viva no início e então você morre e passa a fazer parte da força cósmica e parte do todo.

Deste modo, quando você vê o lobo Dume, dizer que Dume não é exatamente Kanan, não é a consciência individual, mas é parte do todo. Todo o material é matéria, tudo em um nível no mesmo nível em diferentes estados mudando constantemente. Então Dume é uma espécie de versão disso. Há algum grau de uma consciência de Kanan, mas não tão ativo que ele iria dizer: “Olá, Ezra”.

Isso faz todo sentido com o cânone, em que essa era uma técnica perdida que Qui-Gon aprendeu, mas não dominou e Obi-Wan, Yoda e depois Luke foram os únicos a dominar após as prequels.

Enquanto isso, Rukh se aproxima de Zeb em sua speeder byke e os dois lutam. Rukh usa um dispositivo de invisibilidade (coisa que nunca gostei em Star Wars), mas Sabine pinta ele de laranja.

Em outros lugares, Ezra lembra que Dume era o nome de seu mestre Kanan e pergunta ao Fantasma lobo gigante do John Snow o que ele quer. Ezra admite que se sente perdido sem o seu mestre, que estava lá para ele quando ninguém mais estava e que ele tem medo. O lobo diz-lhe para lutar juntos e mostra-lhe uma pedra esculpida do Templo Jedi de Lothal.

E aí a pedra tem o desenho de quem? O Pai, o Filho e a Filha. Se você não faz ideia do que isso significa, abra o Netflix ou a baía dos piratas e procure os episódios 15, 16 e 17 da terceira temporada de The Clone Wars. Neles, Obi-Wan, Anakin e Ahsoka vão parar em um planeta chamado Mortis, onde encontram três seres extremamente poderosos na Força e que vivem fora do contínuo espaço-tempo. Esses três episódios, embora não sejam os meus favoritos, são considerados entre os melhores da série por vários fãs nos EUA e contém visões de Ahsoka adulta, o espírito de Qui-Gon-Jinn, a visão do futuro de Anakin como Vader e muito mais.

Ezra admite que ele, Kanan e Ahsoka Tano levaram acidentalmente o Império para o Templo Jedi de Lothal. O lobo diz que os segredos dentro do templo estão em perigo. Quando Ezra pergunta o que está dentro do templo, o Loth-wolf responde que o conhecimento da destruição está lá dentro. Ezra conta que Ahsoka disse que encontraria os segredos para destruir os Sith dentro do templo Malachor Sith, mas que estavam errados e ele percebe que lá foi onde tudo mudou. O lobo lhe diz para restaurar o passado e para resgatar o futuro. Dume, então, devora Ezra, apenas para ele aparecer sentado com a pedra Jedi a seus pés.

Mais tarde, Zeb coloca um Rukh inconsciente e pintado em uma speeder bike, que é enviada de volta ao Empire. Sabine pergunta se Zeb configurou o farol e ele disse que o fez. Sabine sente que Zeb está mentindo e queixa-se de que todo o esforço que ela colocou na pintura de Rukh foi em vão. Enquanto isso, Hera encaixa em uma peça do holocron de Kanan no Kalikori em homenagem ao seu amante. Sabine e Zeb retornam à base rebelde e informa a Hera que Kanan ajudou a obter essa vitória contra a produção dos TIEs. Hera é encorajada pelas notícias e diz que ainda podem vencer o Império. Ezra então chega e anuncia que sua próxima missão é salvar o Templo Jedi de Lothal.

Opinião do Jair Yoda – DUME: Se Jedi Night já não foi pra crianças, DUME então nem se fala. O episódio todo é sobre como lidar com perdas e como diferentes pessoas reagem de maneiras diferentes. Eu sou mais Sabine e Zeb, descarregando a raiva do que Ezra se isolando e perdido. Esse é o ineditismo desse episódio em todas os 9 filmes da saga e as 10 temporadas de TV: nunca houve um momento em que pudêssemos ver os heróis lidando com uma perda dessa maneira, com tanto detalhe e tanta verdade. Às vezes a vida é assim e esse episódio me pegou mais do que eu gostaria. Agora o próximo passo é partir para Mortis nos episódios 12 e 13 e o fim da série nos episódios 14, 15 e 16.

REBELS RECON

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